quinta-feira, 27 de maio de 2010

epifania.

Ouço e leio muitas vezes a palavra 'consevador'. Com toda esses dilemas das sociedades atuais sobre a questão da liberdade, quebra dos padrões (discurso que nasceu do Iluminismo), progresso e modernidade (provenientes da era vitoriana),ser 'conservador' se tornou um termo pejorativo. Quando pensava em conservador, vinha-me à mente uma imagem de uma pessoa mais velha, séria, antiquada,que não consegue perceber as mudanças ao seu redor. O negativismo relacionada a essa palavra também é fruto da oposição partidária: os partidos conversadores, em geral, defendiam ideais que não eram benvindos [eu sei, com essa reforma ortográfica, essa palavra ficou bizarra]para a maioria da população que queria mudanças no regime. Ainda imagino uma pessoa autoritária, às vezes me perco pelo período histórico e faço uma analogia com déspostas. Minha mente vai longe, mas é justamente por ela ir tão longe que eu, hoje, num momento epifânico numa aula que nada tinha a ver com o assunto [ou tinha, mas as correlações são muito complexas e distantes]- por acaso, a aula era de Teoria da Comunicação - repensei o valor da palavra 'conservador'. Num primeiro momento, associei à concepção ética. Ser conversador seria, então, resguardar os valores morais. Isso pra mim me passou uma imagem muito mais positiva do que as anteriores.
A partir desse ponto, trasformei o substantivo em verbo e vi que a mudança me fez enxergar de maneira ainda melhor. Conservar. Numa época em que a conservação dos espaços físicos e ambientais é tão amplamente pregada, conservar tem seu valor estritamente positivo. É interessante perceber como fazemos nossos isolamentos de campo. Duas palavras que possuem o mesmo léxico, mesma origem, me fizeram pensar em coisas tão diferentes. Engraçado como estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe; como o que parece, necessariamente não corresponde ao que se é. Isso se existir uma ideia concreta das coisas, de fato.

terça-feira, 18 de maio de 2010

uma mente criativa e tempo livre.

O caso sobre o Irã é o tema da esfera pública do momento. Falam-se nas sanções impostas pelos EUA, nas posições de cada um sobre o assunto, na tentativa do Lula de intermediar um acordo e etc, etc, etc.
Pensando sobre isso de manhã, uma ideia louca me veio à cabeça. A explicação para o Irã não permitir que inspecionem suas atividades com urânio não é a possibilidade de estarem desenvolvendo armas de destruição, mas enfraquecer o nome dos EUA. O quê? Sim. Assim como aconteceu quando os EUA invadiram o Iraque em busca de armas de destruição em massa e não encontraram nada. Já pensou se essa é uma tentativa do Irã em desviar a atenção de todos? Chegaria um momento em que os EUA tomariam decisões bruscas (como já em tomando) e como reação, o Irã permitiria a inspeção e todos veriam que não havia nada demais, a não ser o suspense. A imagem dos EUA seria enegrecida e o ódio do oriente perante o Ocidente seria mais uma vez manifestado.
Besteiras à parte, realmente faz mais sentido o Irã desenvolver tais armas para demonstrar seu ódio por Israel.

Eis apenas mais uma ideia louca de uma mente criativa e com muito tempo livre.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

todos, com certeza.

Todos, com certeza, já andaram pelas ruas e observaram aspectos que lhe chamaram a atenção. O olhar de alguém, o cabelo de determinada pessoa, a maneira como a outra age, o que aquele outro está fazendo, pra onde estão indo? São perguntas que surgem em nossas mentes, voluntária ou involuntariamente. Todos, com certeza, já sentaram numa roda de amigos e trocaram experiências, jogaram papo fora, falaram mal de alguém de que não gostavam. Todos, com certeza, se orgulham de algo que fizeram. Todos, com certeza, já se arrependeram de ter feito algo, analisaram as próprias atitudes. Uns mais que outros, porém, todos.

Os discursos vão sempre se repetir. A sociedade vai sempre se deparar com os mesmos tipos de questões. Isso, muitas vezes, rompe com o princípio de originalidade que tanto valorizamos. Porém, a a abordagem que cada um possui, as experiências, a vivência de cada o faz interpretar tal fato à sua maneira e, por mais que o discurso pareça repetitivo ou aborde os mesmos temas, ele nunca será igual. Vivem-se épocas diferentes, com pessoas diferentes. O que é dito aqui e agora pode ser semelhante ao que foi dito há séculos atrás. Mas isso não quer dizer que não precisa ser dito. As manifestações possuem diferentes impactos sobre as pessoas. Irão sempre existir quem aprecie ou deprecie. Independentemente, as pessoas não devem se acomodar. Devem expor o que pensam, lutar pelo que acreditam, ainda que pensem que aquilo não irá provocar nenhuma transformação. É a manifestação do ser.

SER! Todos, com certeza, são.