quarta-feira, 12 de maio de 2010

todos, com certeza.

Todos, com certeza, já andaram pelas ruas e observaram aspectos que lhe chamaram a atenção. O olhar de alguém, o cabelo de determinada pessoa, a maneira como a outra age, o que aquele outro está fazendo, pra onde estão indo? São perguntas que surgem em nossas mentes, voluntária ou involuntariamente. Todos, com certeza, já sentaram numa roda de amigos e trocaram experiências, jogaram papo fora, falaram mal de alguém de que não gostavam. Todos, com certeza, se orgulham de algo que fizeram. Todos, com certeza, já se arrependeram de ter feito algo, analisaram as próprias atitudes. Uns mais que outros, porém, todos.

Os discursos vão sempre se repetir. A sociedade vai sempre se deparar com os mesmos tipos de questões. Isso, muitas vezes, rompe com o princípio de originalidade que tanto valorizamos. Porém, a a abordagem que cada um possui, as experiências, a vivência de cada o faz interpretar tal fato à sua maneira e, por mais que o discurso pareça repetitivo ou aborde os mesmos temas, ele nunca será igual. Vivem-se épocas diferentes, com pessoas diferentes. O que é dito aqui e agora pode ser semelhante ao que foi dito há séculos atrás. Mas isso não quer dizer que não precisa ser dito. As manifestações possuem diferentes impactos sobre as pessoas. Irão sempre existir quem aprecie ou deprecie. Independentemente, as pessoas não devem se acomodar. Devem expor o que pensam, lutar pelo que acreditam, ainda que pensem que aquilo não irá provocar nenhuma transformação. É a manifestação do ser.

SER! Todos, com certeza, são.

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