O que é preciso fazer por amor? Talvez não seja preciso fazer nada, além de sentir. Mas se assim fosse, o amor já não seria amor e sim, dor. O amor é algo que se semeia, algo que se cuida e que se colhe depois.
O meu encanto por ti começou cedo. Tão logo te conheci, meu coração já operou em velocidade destoante. Com outros desígnios em mente, tão grandes coisas ocorrendo em pouco tempo hábil, escolhi uma terra pedregosa para plantar minha doce semente. Andei por esta terra, tentando encontrar algum espaço em que pudesse fazer minha semente brotar com segurança. Ao andar, pisei em mais pedras do que pude imaginar, quase desisti de continuar o percurso, mas plantar a semente era um desejo mais forte. Não sabia o que me aguardava. Temia, sim, o que estava por vir e foi quando, mais cansada estava, que com mais ardor tentava. Descobri um pequeno espaço de terra, em meio a tantos pedregulhos. Era singelo, porém fértil. Um pequeno espaço onde pude plantar minha querida semente. Foi onde a plantei. Com o tempo, ela cresceu e deu vida ao seu redor. Como num passe de mágica, fez a paisagem estéril desaparecer. Tornou-se uma linda árvore, cercada por campos, flores e alegria.
Não sei o que seria de mim se não tivesse plantado esta semente. Ela alegra os meus dias, faz as coisas parecerem mais belas e acolhe-me nas horas de angústia. Não poderia ser tão feliz, se o ímpeto tivesse desistido, se o temor tivesse permanecido. Não poderia ser tão feliz se não tivesse dado chance a minha pequena semente.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
mistakes.
Talvez eu tenha cometido um dos piores erros da minha vida. Final de semana passado foi maravilhoso, perfeito. Neste final de semana estava tudo acabado. Eu tenho medo de resolver as coisas, eu não consigo. Há sempre algo que me impede. Por que eu sou assim? Preferi terminar tudo. Eu não posso mais ficar com essas incertezas. Me conhecendo do jeito que me conheço, a melhor maneira pra eu ter certeza das coisas é agindo com os extremos. Se eu ver que cometi um erro, eu vou correr atrás. Vou mesmo. Sem pestanejar, deixando todo orgulho de lado. Claro que estou triste com toda essa situação. Por muito pouco não peguei o carro e fui até a casa dele implorando perdão. Mas eu não quero mais magoá-lo com as minhas dúvidas. Ele é uma pessoa maravilhosa. Uma das melhores que já conheci. Eu simplesmente não posso fazer isso. Não é justo. O meu método de tentar compreender as coisas não é o melhor, mas ele não entende que eu não consigo mais ficar e deixar ele nessa situação? Ainda que a gente tentasse de novo, as coisas não eram pra ser assim. Não eram. E eu não quero tentar mudá-lo. Ele é bom demais pra mim, mas eu não queria perder ele. Isso doi. Tinha esquecido de como é a dor de perder alguém que se gosta muito. Sim, eu estou me testando. Sim, pode ser que quando eu me de conta da besteira que eu fiz seja tarde demais. Eu espero que não. Não consigo nem pensar nessa possibilidade. Eu não quero perder ele. omG, o que eu to fazendo?
quinta-feira, 27 de maio de 2010
epifania.
Ouço e leio muitas vezes a palavra 'consevador'. Com toda esses dilemas das sociedades atuais sobre a questão da liberdade, quebra dos padrões (discurso que nasceu do Iluminismo), progresso e modernidade (provenientes da era vitoriana),ser 'conservador' se tornou um termo pejorativo. Quando pensava em conservador, vinha-me à mente uma imagem de uma pessoa mais velha, séria, antiquada,que não consegue perceber as mudanças ao seu redor. O negativismo relacionada a essa palavra também é fruto da oposição partidária: os partidos conversadores, em geral, defendiam ideais que não eram benvindos [eu sei, com essa reforma ortográfica, essa palavra ficou bizarra]para a maioria da população que queria mudanças no regime. Ainda imagino uma pessoa autoritária, às vezes me perco pelo período histórico e faço uma analogia com déspostas. Minha mente vai longe, mas é justamente por ela ir tão longe que eu, hoje, num momento epifânico numa aula que nada tinha a ver com o assunto [ou tinha, mas as correlações são muito complexas e distantes]- por acaso, a aula era de Teoria da Comunicação - repensei o valor da palavra 'conservador'. Num primeiro momento, associei à concepção ética. Ser conversador seria, então, resguardar os valores morais. Isso pra mim me passou uma imagem muito mais positiva do que as anteriores.
A partir desse ponto, trasformei o substantivo em verbo e vi que a mudança me fez enxergar de maneira ainda melhor. Conservar. Numa época em que a conservação dos espaços físicos e ambientais é tão amplamente pregada, conservar tem seu valor estritamente positivo. É interessante perceber como fazemos nossos isolamentos de campo. Duas palavras que possuem o mesmo léxico, mesma origem, me fizeram pensar em coisas tão diferentes. Engraçado como estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe; como o que parece, necessariamente não corresponde ao que se é. Isso se existir uma ideia concreta das coisas, de fato.
A partir desse ponto, trasformei o substantivo em verbo e vi que a mudança me fez enxergar de maneira ainda melhor. Conservar. Numa época em que a conservação dos espaços físicos e ambientais é tão amplamente pregada, conservar tem seu valor estritamente positivo. É interessante perceber como fazemos nossos isolamentos de campo. Duas palavras que possuem o mesmo léxico, mesma origem, me fizeram pensar em coisas tão diferentes. Engraçado como estamos tão perto e ao mesmo tempo tão longe; como o que parece, necessariamente não corresponde ao que se é. Isso se existir uma ideia concreta das coisas, de fato.
terça-feira, 18 de maio de 2010
uma mente criativa e tempo livre.
O caso sobre o Irã é o tema da esfera pública do momento. Falam-se nas sanções impostas pelos EUA, nas posições de cada um sobre o assunto, na tentativa do Lula de intermediar um acordo e etc, etc, etc.
Pensando sobre isso de manhã, uma ideia louca me veio à cabeça. A explicação para o Irã não permitir que inspecionem suas atividades com urânio não é a possibilidade de estarem desenvolvendo armas de destruição, mas enfraquecer o nome dos EUA. O quê? Sim. Assim como aconteceu quando os EUA invadiram o Iraque em busca de armas de destruição em massa e não encontraram nada. Já pensou se essa é uma tentativa do Irã em desviar a atenção de todos? Chegaria um momento em que os EUA tomariam decisões bruscas (como já em tomando) e como reação, o Irã permitiria a inspeção e todos veriam que não havia nada demais, a não ser o suspense. A imagem dos EUA seria enegrecida e o ódio do oriente perante o Ocidente seria mais uma vez manifestado.
Besteiras à parte, realmente faz mais sentido o Irã desenvolver tais armas para demonstrar seu ódio por Israel.
Eis apenas mais uma ideia louca de uma mente criativa e com muito tempo livre.
Pensando sobre isso de manhã, uma ideia louca me veio à cabeça. A explicação para o Irã não permitir que inspecionem suas atividades com urânio não é a possibilidade de estarem desenvolvendo armas de destruição, mas enfraquecer o nome dos EUA. O quê? Sim. Assim como aconteceu quando os EUA invadiram o Iraque em busca de armas de destruição em massa e não encontraram nada. Já pensou se essa é uma tentativa do Irã em desviar a atenção de todos? Chegaria um momento em que os EUA tomariam decisões bruscas (como já em tomando) e como reação, o Irã permitiria a inspeção e todos veriam que não havia nada demais, a não ser o suspense. A imagem dos EUA seria enegrecida e o ódio do oriente perante o Ocidente seria mais uma vez manifestado.
Besteiras à parte, realmente faz mais sentido o Irã desenvolver tais armas para demonstrar seu ódio por Israel.
Eis apenas mais uma ideia louca de uma mente criativa e com muito tempo livre.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
todos, com certeza.
Todos, com certeza, já andaram pelas ruas e observaram aspectos que lhe chamaram a atenção. O olhar de alguém, o cabelo de determinada pessoa, a maneira como a outra age, o que aquele outro está fazendo, pra onde estão indo? São perguntas que surgem em nossas mentes, voluntária ou involuntariamente. Todos, com certeza, já sentaram numa roda de amigos e trocaram experiências, jogaram papo fora, falaram mal de alguém de que não gostavam. Todos, com certeza, se orgulham de algo que fizeram. Todos, com certeza, já se arrependeram de ter feito algo, analisaram as próprias atitudes. Uns mais que outros, porém, todos.
Os discursos vão sempre se repetir. A sociedade vai sempre se deparar com os mesmos tipos de questões. Isso, muitas vezes, rompe com o princípio de originalidade que tanto valorizamos. Porém, a a abordagem que cada um possui, as experiências, a vivência de cada o faz interpretar tal fato à sua maneira e, por mais que o discurso pareça repetitivo ou aborde os mesmos temas, ele nunca será igual. Vivem-se épocas diferentes, com pessoas diferentes. O que é dito aqui e agora pode ser semelhante ao que foi dito há séculos atrás. Mas isso não quer dizer que não precisa ser dito. As manifestações possuem diferentes impactos sobre as pessoas. Irão sempre existir quem aprecie ou deprecie. Independentemente, as pessoas não devem se acomodar. Devem expor o que pensam, lutar pelo que acreditam, ainda que pensem que aquilo não irá provocar nenhuma transformação. É a manifestação do ser.
SER! Todos, com certeza, são.
Os discursos vão sempre se repetir. A sociedade vai sempre se deparar com os mesmos tipos de questões. Isso, muitas vezes, rompe com o princípio de originalidade que tanto valorizamos. Porém, a a abordagem que cada um possui, as experiências, a vivência de cada o faz interpretar tal fato à sua maneira e, por mais que o discurso pareça repetitivo ou aborde os mesmos temas, ele nunca será igual. Vivem-se épocas diferentes, com pessoas diferentes. O que é dito aqui e agora pode ser semelhante ao que foi dito há séculos atrás. Mas isso não quer dizer que não precisa ser dito. As manifestações possuem diferentes impactos sobre as pessoas. Irão sempre existir quem aprecie ou deprecie. Independentemente, as pessoas não devem se acomodar. Devem expor o que pensam, lutar pelo que acreditam, ainda que pensem que aquilo não irá provocar nenhuma transformação. É a manifestação do ser.
SER! Todos, com certeza, são.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
resgate, novas inteções
Já que o blog, que de início era um espaço particular para os meus devaneios, está se tornando público [né shayene?], então resolvi resgatá-lo do esquecimento e dar-lhe uma nova perspectiva. Não mais apenas desabafos sentimentais, mas também políticos, ideológicos, jornalísticos e besteiras à parte. Enjoy.
sábado, 12 de setembro de 2009
Reflexões
As pessoas mudam com o tempo. Isso é fato. Algumas se tornam mais duras, outras se tornam mais flexíveis. Há ainda aquelas que se contradizem. Particularmente, este último caso se aplica a mim. (IN)FELIZMENTE, sou uma pessoa muito inconstante. Quero várias coisas ao mesmo tempo e mudo de ideia rapidamente. Não influenciada pelos demais, mas pela minha própria consciência. Muitos pensamentos se dividem em minha mente. Gosto de viver na intensidade. Sou dotada de exageros. O meio termo é algo difícil de ser encontrado por mim. Quando, finalmente, acho meu ponto de equilíbrio, trato logo de desconfigurá-lo. Isso acontece naturalmente. Simplesmente não consigo viver sem alguma emoção a mais. Tudo que é novo me atrai, mas assim que o possuo, perco o encanto. Canso, enjoo rapidamente. Essa regra é aplicável a quase todas as áreas. Um ponto positivo? Consigo enxergar prós e contras em quase todas as situações. Ponto negativo? Não consigo tomar decisões. Um dia achei que fosse determinada. Realmente sou quando realmente quero algo. O problema é, nem eu sei mais o que eu quero. Me identifico com diversas facções e ao mesmo tempo não me encaixo em nenhuma. Posso me comunicar facilmente com diversos tipos de pessoas e ao mesmo tempo não fazer parte de nenhum grupo. Tenho gostos típicos e incomuns. Quando me proponha a agir pela razão, o faço com exagero. Por isso, logo chegam os surtos e um série de atitudes impensadas e impulsivas tomam conta de mim. Sinceramente, não sei até onde a minha inconstância vai me levar. Mas sei que em algum momento, eu terei que prezar pelo equilíbrio e torar minhas atitudes mais padronizadas. Talvez esse seja o meu medo. Tornar-me previsível. Sou absurdamente imprevisível. Não existe um método que determine minhas ações e pensamentos. São desordenados, descordenados. Nem eu sei o que farei. Acredito que o momento que eu estou vivendo contribua para que esses aspectos de minha personalidade se tornem mais ativos e evidentes. Percebi que não sei, de fato, o que eu quero. Sei apenas daquilo que não quero.
Ultimamente, tenho feito várias coisas das quais não imaginava que pudesse fazer. Algumas iam contra várias concepções originais particulares. Muitas crises de consciência andam me abatendo. Entretando, eu não me arrependo. Cresço a cada experiência. Aprendo ainda mais com os erros. Muitas ideias foram mudadas. O certo e o errado são muito relativos. Mas pretendo caminhar para o que eu considero 'certo'. Com as últimas 'aventuras' vi que a minha maneira de olhar o mundo estava muito limitada. Estou compreendeno melhor as pessoas de uma maneira geral.
É o que dizem: "Vivendo e aprendendo".
Ultimamente, tenho feito várias coisas das quais não imaginava que pudesse fazer. Algumas iam contra várias concepções originais particulares. Muitas crises de consciência andam me abatendo. Entretando, eu não me arrependo. Cresço a cada experiência. Aprendo ainda mais com os erros. Muitas ideias foram mudadas. O certo e o errado são muito relativos. Mas pretendo caminhar para o que eu considero 'certo'. Com as últimas 'aventuras' vi que a minha maneira de olhar o mundo estava muito limitada. Estou compreendeno melhor as pessoas de uma maneira geral.
É o que dizem: "Vivendo e aprendendo".
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